O Cultivo do Amor Próprio
Autor: Carla Gonçalves
Fevereiro é frequentemente associado ao Amor.
Celebramos o Dia dos Namorados, trocamos palavras bonitas e gestos de aeto com aqueles que amamos…
Sabem aquela série de Asanas, “aberturas de coração”?
São posturas que expandem o peito, comopor exemplo Ustrasana (Postura do Camelo) ou a Bhujangasana (Postura da Cobra).
Além dos seus benefícios físicos, estas posturas têm um simbolismo profundo. Esta prática é um gesto de amor e estas posturas abrem o coração e lembram-nos que amar não é só dar, mas também permitir-nos receber.
São como um convite para ir além da nossa zona de conforto, ajudando-nos a liberar emoções guardadas e a cultivar um espaço de receptividade e amor.
No fundo, é um equilíbrio, tal como tudo no Yoga.
No turbilhão do dia-a-dia, cuidar de nós mesmos pode parecer um luxo, quando é uma necessidade essencial para a nossa saúde. O Yoga é uma ferramenta que nos lembra disso, convidando-nos a criar momentos de pausa e introspeção. É importante relembrar:
O amor próprio não é egoísmo – é uma base sólida que nos permite amar os outros de forma mais genuína e equilibrada!
Assim como não conseguimos encher o copo de alguém com o nosso vazio, também não podemos oferecer amor se estamos constantemente a negligenciar-nos.
Haverá dias em que será mais fácil, outros em que será um desafio maior. Como em qualquer jornada, o importante é continuar.
Neste mês de fevereiro, convido-vos a fazer do amor-próprio uma prioridade. Lembrem-se que cuidar de nós mesmos não é algo que se faz “quando sobra tempo”, mas sim algo essencial para viver com mais plenitude!
Também não podemos ficar à espera dos momentos perfeitos para o fazer… O Yoga ensina-nos que a vida não é sobre atingir a perfeição, mas sim sobre apreciar o processo – e isso também se aplica ao amor (próprio).