Bali 2025: 12 dias entre o Oceano Índico, a Selva Sagrada e as Ilhas Gili
Em novembro de 2025, a BeYoga levou um grupo a Bali: Uluwatu, Ubud e as Ilhas Gili, com práticas nos melhores estúdios da ilha, cerimónias balinesas e momentos que ninguém esperava.
Há viagens que se fazem para descansar. Há viagens que se fazem para conhecer um lugar. E há viagens que se fazem para nos descobrirmos a nós, para sacudir o que é supérfluo e perceber o que realmente importa.
Em novembro de 2025, partimos de Lisboa com destino a Bali. Era a terceira edição da BeYoga Experience — depois de Marrocos em 2023 e da Índia em 2024, a Ilha dos Deuses foi o próximo capítulo. Doze dias, três destinos, um grupo que mal se conhecia à partida e que voltou como comunidade.
A BeYoga Experience não é um retiro no sentido clássico da palavra. Não ficámos encerrados num espaço a meditar em silêncio durante uma semana. Foi uma viagem de imersão total: yoga com professores locais de referência mundial em três contextos completamente distintos, cerimónias balinesas, sound healing nas Pyramids of Chi, a Floresta Sagrada dos Macacos de Ubud, o templo de Tirta Empul, uma ilha sem carros e pôr-do-sol sobre o Oceano Índico.
A viagem foi conduzida pelo tour guide Luís Sanchez, que nos guiou por paisagens, tradições locais, sabores e pequenas pausas que nos lembraram do que realmente importa. Este é o relato.
Uluwatu: o penhasco que dá as boas-vindas
A chegada a Bali é sempre um choque de sentidos: o calor húmido, o cheiro a incenso, o trânsito caótico de Denpasar e, de repente, as primeiras palmeiras a anunciar o sul da ilha. Instalámo-nos na zona de Uluwatu, perto da praia de Balangan, selvagem, recortada por penhascos de calcário que mergulham no mar.

O oceano Índico ao entardecer, visto dos penhascos de Uluwatu.
Ao fim do primeiro dia, depois de restaurarmos energias, visitámos o espetáculo da dança Kecak no Sanggar Tari Dan Tabuh Karang Boma, um coro de cem homens, fogo, movimento e a narrativa épica do Ramayana a desdobrar-se ao pôr do sol sobre os penhascos. Uma performance profundamente imersiva, carregada de ritmo e ancestralidade.
Max Andrei da Costa — La Joya Bali
A nossa primeira prática de yoga aconteceu no La Joya Bali, em Balangan. O professor Max Andrei da Costa guiou-nos numa prática imersiva e dinâmica, cheia de significado, onde explorámos pranayamas, asanas e reflexões filosóficas. A energia era quente, acolhedora e inspiradora, exatamente o que precisávamos para abrir esta jornada.

The Istana: onde os telemóveis ficam de lado
Mais tarde, seguimos para The Istana, um dos lugares mais especiais de Uluwatu. Um espaço technology free: os telemóveis ficam de lado, a presença ganha força, e tudo o que vivemos ali pede silêncio, respeito e entrega. Não há fotografias desta prática. É precisamente essa ausência que a torna única.

Ubud: onde Bali respira mais fundo
Ao quarto dia, fizemos a transição de Uluwatu para o interior. Quando chegámos a Ubud, a sensação foi de entrar numa Bali diferente: mais densa, mais verde, mais espiritual. A Bali mais antiga revela-se ali: os templos Hindus com portões de pedra cobertos de musgo, o som do gamelan ao cair da tarde, os mercados cheios de cor.

A Floresta Sagrada dos Macacos, um santuário no coração de Ubud.
Bex Tyrer no Yoga Barn
No Yoga Barn, um dos estúdios mais icónicos de Ubud, participámos numa aula de Yin Yoga guiada por Bex Tyrer, uma presença suave e profundamente consciente que nos convidou a abrandar e a escutar o que existe dentro de nós. Estar no Yoga Barn é sentir que o mundo inteiro se encontra num só lugar: pessoas de todas as partes, culturas distintas, histórias diferentes, com um único ponto de ligação.

Tirta Empul: o momento que não esperávamos
Se tivéssemos de escolher um único momento desta viagem — o que ficou gravado em todos de uma forma diferente, interna, que é difícil de explicar a quem não esteve lá, seria este.
O Templo de Tirta Empul, em Tampaksiring, é um dos lugares sagrados mais importantes de Bali. As suas fontes de água benta brotam há séculos e os balineses vêm aqui regularmente para se purificar.

A cerimónia de purificação em Tirta Empul, vestidos de branco com faixa roxa, em silêncio e presença.
Vestidos de branco com faixa roxa, entrámos nos tanques sagrados e passámos, um a um, pelas fontes. A água é fria, a corrente forte, e existe um ritual preciso: uma intenção, uma oração, a cabeça a mergulhar em cada jato. O sacerdote local guiou-nos com a serenidade de quem repete aquele gesto há toda a vida.
Há pessoas que saíram em silêncio durante vinte minutos. Há quem tenha dito, simplesmente: “Não sei o que aconteceu lá dentro, mas algo mudou.” Esse é, talvez, o melhor resumo possível.
Gili Air: a ilha onde o tempo tem outra velocidade
De Ubud, apanhámos ferry e navegámos até às Ilhas Gili. Sem carros. Sem motas. Sem o ruído que normalmente preenche os dias. Em Gili Air, move-se de bicicleta, a pé, ou numa carroça puxada por burros que circulam à beira-mar.

O vulcão Rinjani a recortar o horizonte, a vista que nos despediu de cada tarde em Gili Air.
Jane Janneke às 5h40 — Flowers & Fire
Gili Air guarda um dos momentos mais memoráveis de toda a viagem. Começámos o dia às 5h40, ainda no silêncio da ilha, para receber o nascer do sol. A luz foi subindo devagar, o mar deu-nos bom dia, e seguimos juntos para a nossa prática no Flowers & Fire Yoga Sea View.
Jane Janneke, com a sua presença suave, firme e profundamente humana, conduziu-nos a um estado de verdadeira renovação. O yoga aconteceu no ar salgado, no ritmo do mar, na terra quente sob os pés e no silêncio que envolve tudo.

O que fica quando a viagem acaba
Numa viagem de grupo, a experiência não é feita apenas de lugares. É feita de pessoas. E este grupo foi extraordinário.

A foto de grupo final. Marrocos. Índia. Bali. E já estamos a pensar no próximo capítulo.
Sobre a BeYoga Experience
É necessário ter experiência de yoga para participar?
Não. A BeYoga Experience está aberta a qualquer nível de prática, desde iniciantes até praticantes experientes. As sessões com os professores locais são adaptadas ao grupo. O foco da viagem é a imersão cultural e o bem-estar, não a performance física.
É necessário ser aluno da BeYoga School para participar?
Não. A viagem está aberta a toda a gente. A única condição é vontade de se imergir na experiência e respeito pelo espírito de grupo que se cria ao longo da viagem.
Posso fazer a viagem sozinha ou sozinho?
Absolutamente. Grande parte dos participantes das edições anteriores viajou a solo. Foi precisamente isso que tornou a experiência mais rica. Partir sozinho para uma experiência de grupo é, muitas vezes, a forma mais poderosa de se abrir ao que a viagem tem para oferecer.
Quando acontece a próxima edição da BeYoga Experience?
As datas da próxima edição são anunciadas através da newsletter e das redes sociais da BeYoga. Para garantir prioridade de inscrição, entre em contacto connosco em primeira mão. As vagas são limitadas e costumam esgotar rapidamente.
O voo está incluído no programa?
Não. Os voos de ida e volta Lisboa–Bali não estão incluídos. Cada participante trata do seu próprio voo. A organização partilha informações sobre os melhores horários em função das datas do grupo, para que todos cheguem e partam de forma coordenada.
Quer juntar-se à próxima edição?
A BeYoga Experience de 2025 ficou na memória de todos os que participaram. As vagas para edições futuras são limitadas. Entre em contacto connosco para garantir prioridade de informação.